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Doença Renal do Diabetes

Fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da DRD

Também chamada de Nefropatia Diabética, (ND) a Doença Renal do Diabetes (DRD) é uma complicação crônica do Diabetes Mellitus (DM) que acomete cerca de 35% dos pacientes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. O aumento da Excreção Urinária de Albumina (EUA) e a redução isolada da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) são alguns dos efeitos provocados pela DRD. E ela continua sendo a principal causa de doença renal crônica em pacientes ingressando em programas de diálise.

Como diagnosticar

Assim que o diagnóstico do Diabetes Mellitus for comprovado, é necessário realizar o rastreamento da Nefropatia Diabética em pacientes com Diabetes Tipo 2. Já em pessoas com o Tipo 1, a busca pela ND dever ser feita após cinco anos de seu diagnóstico, segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Diabetes – ou também de imediato, no caso de pacientes na adolescência ou com a doença persistentemente descompensada.

Para realizar a busca pela ND, é recomendado basear-se na medida da albuminúria, em amostra isolada de urina em função da acurácia diagnóstica e da facilidade desse tipo de coleta – pode ser medido o índice albumina-creatinina ou apenas a concentração de albumina – e também na estimativa da TFG anualmente. 

Junto a medida da albuminúria, também deve ser realizada a estimativa da Taxa de Filtração Glomerular com equações. Não é indicado por especialistas utilizar a concentração sérica da creatinina como índice isolado de avaliação de função renal. Isso porque ela sofre influência de fatores extra-renais, como a variação da massa muscular e de alguns medicamentos.

Para estimar a TFG, atualmente são utilizadas equações que empregam a creatinina sérica e são ajustadas para etnia, gênero e faixa etária. Uma das equações mais utilizadas é a do estudo MDRD (Modification of Diet in Renal Disease), segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.

Como tratar

De acordo com especialistas, o tratamento da Doença Renal do Diabetes deve priorizar a redução da Excreção Urinária de Albumina (EUA), buscando valores normais, e a diminuição da queda da Taxa de Filtração Glomerular (TFG), além de prevenir a ocorrência de eventos cardiovasculares. Confira as principais formas de tratamento (não inclui o de substituição renal: diálise e transplante), com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Fármacos que atuam no SRAA – inibidores da enzima conversora da angiotensina; bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina II; antagonistas dos receptores da aldosterona; e inibidores diretos da renina.

Restrição proteica – restrição moderada de proteínas: <1,0 g/kg peso/dia na presença de progressão da DRD e redução da TFG.

Controle pressórico – uso de diuréticos (furosemida se TFG < 30 ml/min), antagonistas do cálcio e/ou β-bloqueadores e/ou vasodilatadores; e alvo – pressão arterial ≤ 140/80 mmHg ou ≤ 130/80 mmHg – situações especiais: jovem, risco elevado de AVC.

Controle glicêmico – alvo: HbA1c < 7%; e individualizar de acordo com a presença de comorbidades.

Controle de lipídeos – alvo LDL (paciente não dialítico):

  • Presença de DCV estabelecida ou LDL > 190 mg/dl: redução de 50% do LDL basal ou LDL < 70 mg/dl.
  • LDL basal >100 mg/dl (40 a 75 anos idade): redução de LDL basal em pelo menos 30% ou < 100 mg/dl.
  • Alvo Triglicerídeos: < 150 mg/dl
  • Alvo HDL: > 40 mg/dl para homens e > 50 mg/dl para mulheres.

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